*para ver artigos escritos em inglês clique aqui!

Aqui está
o meu portefólio, espero que goste!




Estórias do Edifício Amparo ou
"Ai, Mouraria!"
in JORNAL ROSA MARIA | 2015
O antigo Colégio dos Meninos órfãos, actual Edifício Amparo, é um dos imóveis mais notáveis de Lisboa. Depois de quase 800 anos a amparar a população carenciada da capital, é ele que agora carece de ajuda.
Quem passeia pelo bairro já reparou com certeza na porta neomanuelina que emoldura a entrada da esquadra da PSP no número 64 da Rua da Mouraria. No que nem toda a gente repara é na modesta porta de madeira mesmo ali ao lado, mas é essa que guarda o verdadeiro tesouro: estamos a falar do Edifício Amparo, uma construção com mais de oito séculos de história encapotada pela fachada mais insuspeita de Lisboa.
Talvez seja por isso que se manteve quase secreto até há pouco tempo um dos mais importantes complexos azulejares do país. Ao todo são 41 gloriosos painéis de azulejo setecentistas que revestem o átrio e a escadaria principal do edifício...


Gentrifica...Quê?
in JORNAL ROSA MARIA | 2015
Gentrificação! Nós explicamos. A palavra gentrificação vem “gentry”, que significa pequena nobreza em inglês, e descreve um processo de valorização imobiliária de uma determinada zona urbana, geralmente acompanhada da deslocação dos antigos residentes com menor poder económico. Um “aburguesamento” do que é castiço, diríamos nós. Soa familiar? É natural.
Pense na Mouraria, bairro popular, berço do Fado, epicentro multicultural, convenientemente instalado no centro da cidade… são encantos que o dinheiro não fabrica, só compra. E às vezes com boas intenções, também! As zonas antigas e plebeias são geralmente as mais degradadas e problemáticas e aquelas em que é urgente investir. A revitalização atrai novos moradores, mais endinheirados, e assim começa o controverso processo conhecido como gentrificação.
Mas ainda que muitas vezes a revitalização das zonas populares resulte na...


Outras Vidas: Pedro Rovisco
in Palco | 2015
Quem o vê no palco dificilmente esquece o olhar apaixonado, faiscante, terno, compadecido, desiludido, enraivecido, furioso… Se os olhos espelham a alma, é seguro dizer que a de Pedro Rovisco é uma alma camaleónica, exuberante, que se empresta às mais diversas sensações com a mesma leveza com que ele nos pisca o olho. E é assim que deve ser: afinal, o que esperar de um grande actor?
Combinámos encontrar-nos com o actor em pleno centro de Nova Iorque. A cidade é monumental, com avenidas de uma largueza e arejo que não lembram à nossa velha Lisboa. Estamos em Manhattan, e caminhamos com convicção mas algum pasmo mal escondido para o número 115 da 15th Street.
É difícil perceber como é que esta alteração de escala terá afectado o jovem de 23 anos quando aqui chegou, há quase três anos, para estudar na afamadíssima escola de representação Lee Strasberg Theatre and Film Institute. Há qualquer coisa em Nova Iorque que impressiona, não só pelo tamanho, claro, mas...
